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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Black Gives Way to Blue - Alice In Chains



Antes de mais nada, nos posicionemos sobre a história da banda. O Alice In Chains se formou no final dos anos 80, na junção de ex-bandas de Layne Staley (vocais) e Jerry Cantrell (guitarras e vocais). A banda ainda incluía Mike Starr (baixo) e Sean Kinney (bateria). Rapidamente gravaram um EP de sucesso que os levou a gravar o primeiro disco, "Facelift". O álbum demorou a decolar, mas com a ajuda dos singles "Man In The Box" e "Sea Of Sorrow", alcançou o sucesso e ajudou a banda a obter um lugar na turnê "Clash Of The Titans", que traziam 3 dos Big Four: Anthrax, Megadeth e Slayer. Após a turnê, a banda retornou ao estúdio, com a intenção de gravar um novo álbum, mas acabou gravando faixas acústicas que acabaram se tornando o EP "SAP". Em 1992, a banda entraria em estúdio novamente para gravar seu maior sucesso: "Dirt". Foram escalados para abrir para Ozzy Osbourne e de sua banda conseguiram seu novo baixista: Mike Starr (faleceu recentemente, em março deste ano) saiu e foi substituído por Mike Inez. Novamente no estúdio em 1993, a banda gravou um segundo EP acústico, "Jar Of Flies", que conseguiu a façanha de ser o único EP a alcançar o topo da parada americana. A banda deveria excursionar com o Metallica e o Suicidal Tendencies, mas foi impedida graças ao vício em heroína de Staley. Começava aí uma longa história de abuso de drogas pelo vocalista Layne Staley, que eventualmente causaria sua morte em 2002.

A banda lançou mais um disco de estúdio em 1995, homônimo (a capa é um cachorro sem uma das patas), que conseguiu estrear no topo da parada. Neste disco, Cantrell começou a assumir os vocais em diversas canções. Não houve turnê para este disco, provavelmente devido ao estado avançado de dependência química de Staley. A banda optou por lançar um álbum acústico ("MTV Unplugged") no ano seguinte, de grande sucesso, e ainda fez quatro apresentações abrindo para alguns shows da reunião da formação original do Kiss. Sem totalmente terminar, a banda entrou em hiato indefinido, e o fim pareceu se confirmar em 2002, quando o vocalista Layne Staley foi encontrado morto em seu condomínio, duas semanas depois da overdose fatal (só pra constar, ele não morreu com 27 anos, e sim com 34). Os membros da banda se dispersaram: Jerry Cantrell partiu para uma carreira solo; Mike Inez tocou com Slash, Black Label Society e chegou a ser bem cotado para substituir Jason Newsted no Metallica (Robert Trujillo acabou ficando com o cargo); e Sean Kinney formou alguns projetos de pouca importância.

Em 2005, a banda se reuniu para apresentações beneficentes para o tsunami que devastou boa parte da Ásia. No ano seguinte, tocaram em homenagem às irmãs Wilson, do Heart. Nesta apresentação, eles tocaram com seu futuro novo vocalista/guitarrista: William DuVall, ex-Comes With The Fall (nunca ouvi falar...). A banda resolveu fazer uma turnê de reunião com DuVall, e o sucesso e a resposta positiva dos fãs acabaram levando a banda a gravar um novo disco, que foi lançado em setembro de 2009 e conseguiu excelentes resultados em termos de vendas (mais de 500.000 discos, na atual época de vacas esqueléticas do mercado fonográfico), além de ter sido muito bem recebido por fãs e crítica especializada.

O disco foi produzido por Nick Raskulinecz, que também já produziu discos do Foo Fighters, Rush, Death Angel e Deftones. As gravações ocorreram no período de outubro de 2008 a março de 2009. Os estúdios utilizados foram Studio 606, Northridge, California e Henson Studios, Los Angeles, California. Após as mixagens e masterização, a banda liberou o single "A Looking In View" em junho de 2009; em agosto, o segundo single, "Check My Brain", saiu. O álbum foi lançado no dia 25 de setembro de 2009 e alcançou a quinta posição na parada americana, segundo a Wikipedia. Um terceiro single ainda seria lançado, "Your Decision", em novembro do mesmo ano. Do ponto de vista de composições, o álbum foi quase que inteiramente composto por Jerry Cantrell, com algumas colaborações dos demais integrantes nas canções "Last Of My Kind" e "A Looking In View".

Vamos às minhas impressões, faixa por faixa:

1 - All Secrets Known - a abertura do disco traz uma canção moderada, bem ao estilo da banda. Os primeiros versos da música parecem anunciar o renascimento da banda: "Broke, a new beginning... Time, time to start living life". Um novo começo, hora de viver novamente, e é isto que a banda tentou com este novo disco. Talvez esta canção não seja merecedora de abrir um disco de tamanha qualidade, mas não é de todo ruim.

2 - Check My Brain - aqui sim temos todo o potencial da banda elevado à eneésima potência. Um riff matador de introdução que conduz a canção durante todo o tempo. Os vocais compartilhados de Cantrell e DuVall serão uma constante no disco, e o forte refrão faz desta uma das melhores músicas do disco. O solo traz a marca registrada de Cantrell, contido e ao mesmo tempo de grande qualidade.

3 - Last of My Kind - outra que começa moderada, esta é a primeira com vocal dedicado de William DuVall. Ele não entrou para substituir Layne Staley, e sim para completar a sonoridade da banda com outra voz, complementar à de Jerry Cantrell, e para trazer também uma guitarra base. Esta canção é outro destaque do disco, e vai num crescente até explodir no refrão. Cantrell nos traz outro belíssimo solo, ainda melhor que o anterior.

4 - Your Decision - mais uma bela canção de base acústica da banda, que costuma gostar mesmo desta sonoridade - vide seus EPs "SAP" e "Jar of Flies". E como estes registros, esta música também tem muita qualidade. Pequenos trechos elétricos complementam-a, transformando esta canção em outro grande destaque do disco.

5 - A Looking in View - o primeiro single do disco traz bastante peso, lembrando a todos que o Alice In Chains sempre foi uma banda de heavy metal, sem essa de classificá-los de grunge. Os vocais de Cantrell são complementados novamente pelos de DuVall, um trabalho que se destaca nesta canção. Aliás, confesso que não entendi quando alguns que resenharam este disco na época de seu lançamento disseram que a voz de DuVall parece com a de Staley. Não vejo semelhança. Vale para mim o que falei acima, DuVall veio para completar a banda, em termos vocais e guitarra base.

6 - When The Sun Rose Again - outra canção acústica, esta parece ter saído das sobras do "Jar of Flies". Nenhum problema, a canção tem suas qualidades. Mas aguarde até a próxima canção...

7 - Acid Bubble - esta começa bem arrastada, para ir crescendo com seu peso lentamente. De repente, uma quebra e um riff poderoso entra e toma conta da canção, transformando-a. DuVall canta os versos do refrão com grande intensidade, como se incendiado pelo riff que transformou a canção. E a música volta naquele ritmo arrastado e pesado, até trazendo um suave solo de Cantrell. Até que o fantástico riff volte e incendeie mais uma vez a canção. Para mim, outro grande destaque do disco!

8 - Lesson Learned - esta é uma canção que se encaixa perfeitamente no clássico estilo de heavy metal que o Alice In Chains desenvolveu pelos seus discos. Com um refrão de melodia cativante, ela também se destaca neste disco de grande qualidade.

9 - Take Her Out - esta aqui, por outro lado, parece a continuação da música de abertura, em termos de ser moderada e de estar em um patamar abaixo das outras canções. Depois de tantos destaques, uma ou outra música acaba sendo ofuscada, não tem jeito.

10 - Private Hell - esta música parece transbordar uma intensidade dramática, da forma como é executada e cantada - especialmente no refrão. A canção se destaca também no solo super pessoal de Cantrell, e no vocal que conduz a música. Parece até que nos anuncia que o disco está chegando a seu fim...

11 - Black Gives Way to Blue - esta canção tem um clima triste, quase de velório, mas tem um porquê. É uma linda homenagem do Alice In Chains ao seu amigo, ex-companheiro de banda, Layne Staley, que acabou sucumbindo ao abuso das drogas. A letra traz versos de tristeza pela perda do grande vocalista que Staley foi: "The emptiness of tomorrows... Haunted by your ghost" (o vazio dos amanhãs... assombrado pelo seu fantasma). Participação super especial de Elton John, que adiciona um belo piano à música. Esta homenagem encerra de maneira triste mas brilhante este grande disco do Alice In Chains.

Fonte: Whiplash

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Alice Cooper - Welcome 2 My Nightmare


Welcome 2 My Nightmare, novo álbum de Alice Cooper sai ainda este ano via Universal Music. O trabalho foi produzido por Bob Ezrin e conta com as seguintes faixas em sua versão normal:

01. I Am Made Of You
02. Caffeine
03. The Nightmare Returns
04. A Runaway Train
05. Last Man On Earth
06. The Congregation
07. I'll Bite Your Face Off
08. Disco Bloodbath Boogie Fever
09. Ghouls Gone Wild
10. Something To Remember Me By
11. When Hell Comes Home
12. What Baby Wants
13. I Gotta Get Outta Here
14. The Underture

Edições especiais ainda trarão músicas bônus.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Alice Cooper fecha turnê brasileira de No More Mr. Nice Guy no Rio de Janeiro


Heavy metal e composição teatral. A combinação majestosamente apresentada por Alice Cooper no Rio de Janeiro levou os fãs cariocas ao delírio na noite da última sexta-feira, 3 de junho. O show, que durou cerca de 1h30min, incendiou o Citibank Hall e fechou com chave de ouro a turnê brasileira de No More Mr. Nice Guy. Embora reduzido, o público fez bonito e interagiu com Alice do início ao fim.

Assim que o pano do palco caiu, Alice Cooper surgiu em grande estilo em The Black Widow. No alto de uma torre, o artista vestia uma jaqueta com patas de aranha e soltava faíscas pelas mãos, apenas um aperitivo da performance teatral que viria a seguir. Mas o show é muito mais que encenações, cenário e figurinos brilhantemente elaborados. O apelo visual não supera a qualidade musical de Alice, que está em ótima forma e em total entrosamento com sua banda. Os músicos com quem divide o palco fazem jus aos postos que ocupam. E impressionam! Nas guitarras, três feras: Steve Hunter, o carismático Tommy Henriksen e Damon Johnson. Na cozinha, uma dupla incrível: Chuck Garric detona no baixo e Glen Sobel na bateria.

Eles coloram fogo na plateia durante todo o show. Brutal Planet, I’m Eighteen, Under My Wheels e Billion Dollar Babies agitaram o público, que disputou notinhas de dólar com o rosto de Alice estampado. Durante o clássico, o artista apareceu com um espeto de seus dólares personalizados, para a alegria dos sortudos que conseguiram pegar as notas no ar. No More Mr. Nice Guy, Hey Stoopid, Is It My Body e Halo of Flies vieram na sequência.

Alice apresentou ainda I’ll Bite Your Face Off. Nas costas, o vocalista anunciava em sua jaqueta de couro: New Song. Depois, tirou a jaqueta e ficou com uma camisa branca que revelava em vermelho o título da canção. A música agradou os fãs, que empolgados acompanhavam o guitarrista Tommy nos backing vocals do refrão. Em seguida, veio a excelente Muscle of Love. Only Women Bleed incluiu a famosa encenação de Alice se apaixonando e dançando com uma boneca, que em Cold Ethyl sofreu nas mãos de Mr. Cooper.

Feed My Frankenstein contou com a celebrada presença de um Frankenstein gigante com a clássica maquiagem de Alice, uma participação ao estilo Eddie do Iron Maiden. Após Clones (We’re All), era chegada a hora do clássico dos clássicos: Poison. A balada foi o auge do show, que não podia deixar de apresentar a cena da decapitação de Cooper na guilhotina. Killer foi seguida de I Love the Dead. Tudo virou festa no hino School’s Out, que contou com bolas coloridas gigantes jogadas no público e com uma citação de Another Brick In The Wall, do Pink Floyd.

Para fechar a noite histórica, o artista surgiu de cartola prateada, camisa e bandeira do Brasil para a execução de Elected. Foi com Fire, de Jimi Hendrix, que a banda encerrou a apresentação, tão esperada pelo fãs do Rio. Apesar de decepcionar no número de pagantes, o que pode ser explicado pelo acúmulo de shows no mesmo fim de semana (Alice Cooper na sexta, Pain of Salvation no sábado e Symphony X no domingo), a cidade maravilhosa espera receber as próximas turnês de Alice Cooper. Que sejam muitas!

SETLIST

The Black Widow
Brutal Planet
I’m Eighteen
Under My Wheels
Billion Dollar Babies
No More Mr. Nice Guy
Hey Stoopid
Is It My Body
Halo of Flies
I’ll Bite Your Face Off
Muscle of Love
Only Women Bleed
Cold Ethyl
Feed My Frankenstein
Clones (We’re All)
Poison
Wicked Young Man
Killer/I Love the Dead
School’s Out

Bis
Elected
Fire